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COVID-19 e seu impacto no varejo

Desde que os primeiros casos da COVID-19 foram registrados ficou nítida a urgência de mudar e adaptar diversas esferas da nossa rotina. As mudanças foram sentidas também no mercado e, principalmente, em segmentos que não oferecem produtos ou serviços de necessidade básica (alimentação e saúde), como o varejo, por exemplo. 

Nesse momento, o isolamento social passou a ser a principal arma para combater a disseminação do vírus e, por conta disso, diversas empresas do varejo tiveram que fechar as portas temporariamente

Por ser um setor que, tradicionalmente, depende do contato do público para movimentar as vendas (caso dos grandes players varejistas), o varejo sente como nunca as consequências causadas pela pandemia. 

O que dizem os números 

A principal medida de combate ao novo Coronavírus, o isolamento social, é justamente o que está fazendo os varejistas a adaptarem suas soluções ao novo cenário.   

Se você está refazendo suas estratégias, realocando funcionários e tentando encontrar uma maneira para sobreviver na crise, acredite: você não está sozinho! Segundo dados divulgados pelo Sebrae, 89% dos pequenos negócios do país já enfrentam queda no faturamento. 

Com menos pessoas circulando nas ruas, menor são as vendas e, consequentemente, menor o lucro. A pesquisa também indica que 54% dos empreendedores já antecipam que vão precisar de empréstimos para manter a empresa funcionando para não ter que demitir ninguém, ou seja, muitos varejistas preferem contrair dívidas do que abrir mão da própria equipe. 

No entanto, para tentar aliviar o impacto da crise, 42% dos empreendimentos já fechou as portas temporariamente e 26% já reduziu a jornada de trabalho da empresa, o que não significa que esses empreendimentos não vão voltar à ativa, mas alguns precisam de um tempo a mais do que os outros para organizar as coisas até realmente decidir o que fazer.  

A importância das pequenas empresas para o varejo nacional 

Há quem acredite que as grandes empresas são as principais responsáveis por movimentar os negócios no Brasil, mas a verdade é que os pequenos negócios, juntos, são a força do mercado. 

Estima-se que as pequenas empresas representam 99% de todos os empreendimentos do país, gerando mais da metade dos empregos formais. Isso significa que esses pequenos negócios, automaticamente, serão os mais afetados pela pandemia

O que pode ser facilmente notado nas ruas e no comércio de forma geral, também é confirmado pelos números. Outro mapeamento realizado pelo Sebrae indica que o varejo tradicional está entre os setores mais afetados pela crise

Todos os setores afetados somam mais de 12,3 milhões de negócios e correspondem a mais de 21,5 milhões de empregos

O varejo tradicional, sozinho, responde a 2,5 milhões de pequenos negócios (segundo dados da Relação Anual de Informações Sociais, RAIS, de 2019).  

Então, as pequenas empresas como conhecemos hoje vão acabar? Não! 

A dinâmica de mercado será outra depois da crise e a maneira como consumimos serviços e produtos também. O varejo não vai desaparecer da noite para o dia, mas sua atuação vai sofrer alterações para otimizar ainda mais a vida do consumidor – e não há nada de errado nisso.  

Inclusive, antes de toda essa pandemia acontecer, já falamos aqui sobre algumas tendências que, mais cedo ou mais tarde, iriam se tornar realidade para o varejo, como a transformação digital, por exemplo. A pandemia está fazendo com que essas tendências se concretizem ainda mais rápido, forçando a renovação do setor.  

Empresas que já colocavam em prática essas tendências estão aprimorando ainda mais seus serviços. E aquelas que relutavam em acompanhar as transformações do mercado de um jeito ou de outro precisam atualizar seu pensamento para continuar no jogo.  

E agora?

A pandemia forçou a mudança de comportamento por parte dos consumidores que, agora, têm outras demandas e precisam de novas soluções que se adequem a esse novo cenário. 

Ainda que o verdadeiro impacto da crise seja um enigma (já que é impossível prever o futuro), os números já dão uma prévia dos rumos do setor. 

Foi a necessidade que fez com que os consumidores mudassem seus hábitos de consumo, mas tudo indica que esses novos hábitos continuarão presentes mesmo depois da crise. 

Isso significa que empresas, fornecedores e todos os envolvidos no varejo terão de repensar suas estratégias de negócio, tendo os canais digitais como principal plataforma de comunicação, relacionamento e venda

As formas de abastecimento também precisam passar por um período de repaginação porque, agora, é mais interessante ter os produtos e serviços cada vez mais perto do consumidor final

Outra característica que se faz ainda mais necessária é a prontidão da entrega. Como podemos perceber, momentos de crise revelam a urgência de ter as coisas cada vez mais rápido, o que influencia diretamente na logística do varejo. 

Essa característica, inclusive, caminha de mãos dadas com o abastecimento: quanto mais próximo do consumidor final, mais rápida é feita a entrega.  

Ao invés de demitir funcionários e esperar que tudo isso passe, alguns lojistas que só vendiam presencialmente estão usando o relacionamento entre vendedores e clientes para continuar vendendo através das redes sociais. A diferença é que agora todo o processo de venda é feito pela internet e o produto é entregue na casa do cliente.  

Essa simples atitude de manter um relacionamento que já existia é capaz de fidelizar clientes e, ao mesmo tempo, garantir a sobrevivência de muitas lojas durante a crise. Esse é um exemplo claro de uma tendência de mercado que se tornou solução.  

A expectativa para este ano era que o varejo brasileiro registrasse um dos maiores avanços anuais em seu volume de vendas. Em apenas duas semanas, o cenário mudou radicalmente e, ao que tudo indica, as projeções dificilmente serão alcançadas. Mas, como vimos, é possível colocar em prática novas formas de vendas e, o melhor de tudo, elas funcionam! 

O que a crise tem para nos ensinar é que agora, mais do que nunca, se faz necessária uma estruturação rápida e precisa para atender as novas demandas dos consumidores. 

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